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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Capítulo 1

Meu nome é Gina Aran e eu tenho 11 anos. Moro no Brasil, na cidade de São José do Rio Preto, que fica no estado de SP. Sou daquelas garotas que goatam de sonhar, e sempre sonhei em ser diferente, mas não um diferente normal, tipo ser vegetariana ( coisa que sempre quis ser porque amo os animais, só tem um problema: odeio vegetais) ou não tomar banho, mas um diferente anormal, como ser uma meio-sangue como nos livros de Percy Jackson de Rick Riordan. Para falar a verdade, meu sonho é ser uma meio-sangue, mas é impossível, já que meus pais são humanos, moram comigo e já eram casados antes de me ter. Mas mesmo assim tenho que ter esperança, né? Mas acho melhor eu começar aprestar atenção na aula de matemática, já que ainda não passei de ano nessa matéria.
Professora: ...E é assim que é uma fração mista.
Gina: Ann... Prof, eu não entendi, poderia explicar de novo?
Prof: Como não entendeu, Gina, se estou aqui explicando por metade da aula? Eu já devo ter dado uns 10 exemplos!
Gina: Ah... Então tá. Eu pego com a Marina depois.
Marina é a minha melhor amiga da escola. Ela é bem inteligente, anota tudo e presta atenção na aula inteira.
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Ângela: Gina, como você não entendeu? A prof deu o maior trabalho lá explicando pra gente e você vai pedir pra ela explicar de novo? Se você quer sofrer de novo tudo bem, só não faz o resto da classe sofrer junto!
Gina: Calma, Ângela! É que eu não tava prestando atenção e não quero repetir de ano! Acho que você também deveria se preucupar com isso!
Ângela fez uma carinha triste, eu sabia que não devia ter falado isso. Estavamos no recreio e ela estava brava comigo, e eu odiava isso. Mais exagerei. Os pais dela queriam muito que ela fosse muito inteligente, como se só assim ela teria susseço na vida, e acho que ela acabou pegando essa superstição. Mas ela não era super inteligente como a Marina, mas também não era burra. Ela era normal, como eu , mas odiava saber disso.
Gina: Descupa, Angel. Eu sei que você vai passar de ano muito fácil. Quem tem problemas com isso sou eu. Desculpa por jogálos em você.
A Ângela abriu o maior sorriso. Ela provavelmente me perdoou. Ela me conhece muito bem pra saber que não usei um tom sarcástico. E ela adorava que eu a chamasse pelo apelido que dei pra ela. Só eu a chamo assim, porque é parecido com o nome dela e ela tem cara de anjinho. Ela tem cabelos loiros e encaracolados, a pele dela parece neve de tão branquinha e ela é meio baixinha. Parece até uma boneca. Ou um anjinho.
Ângela: Valeu. Eu te desculpo.
Nós nos abraçamos. Ela era minha melhor amiga de todo o mundo.
A Marina, que estava observando nossa descusão como se fosse a coisa mais interessante do mundo, do nada virou a cabeça pra ver outra coisa, como se derepente não fosse mais tão interessante. Eu olhei pra onde ela olhou. 

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